Como se Preparar para a Reforma Tributária em 2027: o checklist completo para empresas de mármores e granitos

Como se preparar para a reforma tributária 2027 mármores e granitos é a pergunta que todo empresário do setor em Cachoeiro de Itapemirim deveria estar fazendo agora — não em 2026, não em 2027.

Os artigos anteriores desta série mostraram os impactos específicos da reforma. Portanto, este artigo fecha o ciclo com o que importa de verdade: o que fazer, em qual ordem e com qual urgência para que sua empresa atravesse a transição com margem preservada, caixa equilibrado e operação estruturada para o novo cenário tributário.

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Por que empresas de mármores e granitos precisam se preparar agora para a reforma tributária 2027

A reforma tributária segue um cronograma com datas definidas e sem volta.

Em 2026, CBS e IBS começam em alíquotas de teste — 0,9% CBS e 0,1% IBS — sem recolhimento efetivo. Em 2027, o PIS e a COFINS são extintos e a CBS entra em alíquota cheia de aproximadamente 9,24%. Entre 2029 e 2032, o ICMS e o ISS migram gradualmente para o IBS. Em 2033, o sistema novo está completamente implantado.

Para empresas de mármores e granitos no Lucro Presumido, o impacto mais imediato chega em 2027. Mas os efeitos começam antes. Fornecedores vão ajustar preços. Clientes vão renegociar contratos. Sistemas fiscais vão exigir adaptação.

Portanto, 2026 é o ano de preparação. 2027 é o ano do impacto. Quem confunde os dois vai pagar caro pela diferença.

Checklist completo para se preparar para a reforma tributária 2027 em mármores e granitos

1. Simule o impacto tributário com os números reais da sua empresa

O primeiro passo é saber exatamente quanto a reforma vai custar para o seu negócio. Além disso, a simulação precisa ser específica — não genérica.

A análise deve considerar o faturamento mensal, o volume de compras que vai gerar crédito de CBS, o perfil dos fornecedores e o ciclo operacional da empresa. Para empresas do Lucro Presumido, a substituição do PIS e COFINS de 3,65% pela CBS estimada em 9,24% representa impacto direto — especialmente porque a folha de pagamento não gera crédito de IVA.

Com a simulação em mãos, o empresário tem o número concreto para tomar todas as decisões seguintes.

Prazo recomendado: primeiro semestre de 2026.

2. Avalie se o Lucro Presumido ainda é o regime mais eficiente

A reforma muda a equação entre Lucro Presumido e Lucro Real — e essa análise precisa ser refeita com base no novo cenário.

Para empresas de mármores e granitos com alto volume de compras de insumos, o Lucro Real pode gerar créditos de CBS superiores ao Lucro Presumido. Dessa forma, a migração de regime pode ser economicamente vantajosa já a partir de 2027.

Essa análise não tem resposta genérica. Ou seja, existe a resposta certa para cada perfil de operação — e ela exige simulação concreta.

Prazo recomendado: até o final de 2026, antes da virada do ano fiscal.

3. Mapeie e qualifique seus fornecedores

Com a CBS não cumulativa, a capacidade de gerar créditos tributários depende diretamente do perfil fiscal dos fornecedores. No novo sistema, o direito ao crédito exige documentação fiscal correta. Se o fornecedor emitir nota com erro — ou não emitir —, a empresa perde o crédito.

Por isso, é essencial mapear quais fornecedores estão no Simples Nacional, no Lucro Presumido ou no Lucro Real. Além disso, fornecedores informais representam risco duplo: não geram crédito e podem comprometer a regularidade fiscal da empresa compradora.

Prazo recomendado: iniciar em 2026 e concluir antes do primeiro trimestre de 2027.

4. Revise a precificação de todos os produtos e serviços

Com o impacto tributário simulado e os créditos mapeados, a empresa tem os dados para recalcular o ponto de equilíbrio de cada produto.

A revisão deve considerar o impacto líquido da CBS — alíquota sobre as vendas menos os créditos sobre as compras. Além disso, o ajuste não precisa ser feito de uma vez. Uma estratégia de reajuste gradual, comunicada aos clientes com antecedência, é muito mais fácil de ser aceita do que um aumento abrupto em 2027.

Prazo recomendado: iniciar no segundo semestre de 2026 e implementar gradualmente até o início de 2027.

5. Revise todos os contratos com prazo além de 2027

Todo contrato de fornecimento ou prestação de serviço com prazo além de 2027 precisa ser avaliado sob a ótica do risco tributário.

Contratos sem cláusula de reajuste tributário precisam de renegociação agora — enquanto a mudança ainda é futura e o clima de negociação é favorável. Portanto, um aditivo incluindo cláusula de reequilíbrio econômico-financeiro por alteração de carga tributária é a proteção mínima necessária.

Todos os novos contratos firmados a partir de agora devem incluir essa cláusula obrigatoriamente.

Prazo recomendado: concluir a revisão até o final de 2026.

6. Dimensione o capital de giro para o novo cenário

Com o split payment, a empresa vai receber o valor líquido das vendas — já descontado o tributo. Isso reduz o capital disponível no caixa e exige reserva maior para financiar o ciclo operacional.

Combinado com o aumento do custo de aquisição dos insumos, a necessidade de capital de giro pode crescer de forma significativa a partir de 2027. Por isso, dimensionar essa necessidade com antecedência permite construir a reserva gradualmente — sem recorrer a crédito emergencial com custo elevado.

Prazo recomendado: dimensionar no primeiro semestre de 2026 e iniciar a construção da reserva imediatamente.

7. Adapte os sistemas fiscais e a escrituração

A partir de 1º de janeiro de 2026, os documentos fiscais eletrônicos precisam ter destaque de CBS e IBS. Portanto, os sistemas de emissão de nota fiscal da empresa precisam estar atualizados para incluir os campos dos novos tributos.

Além da atualização dos sistemas, a equipe de escrituração fiscal precisa de treinamento para operar sob as novas regras — incluindo apuração de créditos de CBS e controle das obrigações acessórias do período de transição.

Prazo recomendado: atualizar os sistemas fiscais até o final do primeiro trimestre de 2026.

8. Acompanhe a regulamentação do COMPETE ES na transição

Para empresas de mármores e granitos em Cachoeiro que usam os benefícios do COMPETE ES, é essencial acompanhar como o programa vai se comportar durante a transição do ICMS para o IBS.

Os benefícios fiscais estaduais encerram em dezembro de 2032. Isso não significa que o COMPETE ES desaparece de uma vez — a extinção é gradual entre 2029 e 2033. No entanto, a estratégia tributária da empresa precisa considerar um cenário onde esse benefício perde eficácia progressivamente.

Prazo recomendado: iniciar o monitoramento agora e revisar a estratégia tributária anualmente.

9. Tenha um contador especializado acompanhando a transição

Esse é o item mais importante do checklist — e o que mais vai fazer diferença no resultado final.

A reforma tributária é complexa, com múltiplas datas e pontos ainda em regulamentação. Além disso, navegar por esse cenário sem orientação especializada é um risco desnecessário. Um contador que conhece o setor de rochas ornamentais identifica oportunidades de redução de carga, sinaliza riscos antes que virem problemas e garante conformidade ao longo de toda a transição.

O resumo do checklist — em ordem de prioridade

Até o fim do primeiro semestre de 2026:

  • Simular o impacto tributário com os números reais da empresa
  • Dimensionar a necessidade adicional de capital de giro
  • Verificar e atualizar os sistemas fiscais para emissão de NF-e com CBS e IBS

Até o fim do segundo semestre de 2026:

  • Concluir a análise de regime tributário — Lucro Presumido x Lucro Real
  • Mapear e qualificar os fornecedores pelo perfil fiscal
  • Iniciar a revisão gradual da tabela de preços
  • Concluir a revisão e renegociação dos contratos com prazo além de 2027

A partir de 2027 em diante:

  • Operar sob o novo regime de CBS com apuração de créditos estruturada
  • Monitorar a transição do ICMS para o IBS e o impacto no COMPETE ES
  • Revisar anualmente a estratégia tributária conforme a regulamentação avança

Preparação não é custo — é proteção do resultado

Saber como se preparar para a reforma tributária 2027 mármores e granitos é o diferencial entre atravessar a transição com controle ou reagir às mudanças sem tempo de manobra.

Empresas que concluírem o checklist antes de 2027 vão atravessar a transição com margem preservada, caixa equilibrado e contratos protegidos. Por outro lado, empresas que postergarem vão reagir com menos tempo, menos caixa e menos capacidade de negociação.

A Facilitta Contabilidade é um escritório de contabilidade em Cachoeiro de Itapemirim especializado no setor de rochas ornamentais. Se você quer iniciar agora a preparação da sua empresa para a reforma tributária — com simulação de impacto, análise de regime e revisão de contratos —, Fale com a nossa equipe sem compromisso e sem enrolação.

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Reforma Tributária

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